Presidente do SINDUSCON dá calote em trabalhadores por falta de pagamento da prefeitura
Jornalista Danny Bueno - Segundo os funcionários da construtora Tec Techinologia, com quase 30 anos de mercado, de propriedade do empresário e ex-deputado estadual Manoel Francisco das Chagas Neto, presidente do SINDUSCON – Sindicato da Indústria da Construção Civil de Rondônia, cuja empresa se localiza na Rua Antônio Maria Valença nº 5557, no Bairro 4 de Janeiro, os mesmos estariam impossibilitados de realizar os pagamentos de quase sessenta trabalhadores por atrasos nos pagamentos da prefeitura municipal que há dois meses não repassa o dinheiro dos serviços executados.Para os trabalhadores que se concentram quase todos os dias em frente à empresa, pois estão com seus depósitos de FGTS, salários e rescisões atrasados, que permanece de portões fechados sem prestar maiores esclarecimentos ou definir outra alternativa de pagamento a não ser com o dinheiro da prefeitura, a situação se agrava a cada dia mais, pois a insegurança transmitida pela empresa já causa muito constrangimento perante o comércio e os familiares.
Tentamos entrar em contato com a diretoria da empresa, mas fomos atendidos apenas por um funcionário administrativo que se apresentou com o nome de Marcelo, que a princípio tentou convencer os representantes do STICCERO de que a culpa de toda essa falta de pagamento seria a greve dos bancários que teria tumultuado as retiradas e transferências da empresa, porém, assim que foi questionado quanto à falta de pagamento dos FGTS, mudou de discurso e revelou que a prefeitura não tem repassado os pagamentos da obra para a construtora, e que a mesma não teria outra forma de realizar os pagamentos.
Segundo os trabalhadores, devido a esta questão as obras estão com apenas 50% do contingente em atividade, o que pode ocasionar um grande atraso no cronograma de entrega que está previsto para 18 meses, sendo uma obra orçada em 5.574.642,63, através do processo 18.8674/2007, do programa do Ministério das Cidades “Intervenção em Favelas”, denominada Cuniã I, e que deverá abrigar 176 famílias do programa Minha Casa, Minha Vida.
Já no mês de agosto os alguns dos 150 trabalhadores da obra só conseguiram receber 40% de seus salários devido a uma paralisação interna por iniciativa própria, porém a metade já está completando sessenta dias sem ver dinheiro, entre outras irregularidades cometidas pela empresa estaria à falta de equipamento de segurança no trabalho como botinas, capacetes e equipamentos adequados.
Aqueles que estão demitidos e não conseguiram até hoje rescindir seus contratos estão recorrendo à delegacia do MTE-Ministério do Trabalho e Emprego, mas alguns, menos informados recorrem ao sindicato muitas vezes até para garantir um prato de comida.
Já a prefeitura de Porto Velho, nossa equipe não encontrou ninguém que pudesse responder sobre as alegações da construtora e disseram que só iriam se manifestar se acaso fossem citados pela justiça.
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