quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Papudiskina - Crônicas Políticas e Cotidianas - Daniel Oliveira da Paixão

Cassação de Valdivino Tucura
O PRP perdeu o seu único representante na Assembléia Legislativa de Rondônia por culpa da lambança de seus dirigentes em nível nacional que, segundo denúncias, aceitaram dinheiro de Ana Maria Gurgel para lançá-la candidata a presidência da República. Depois, inexplicavelmente, disseram que ela não seria mais candidata, mas já haviam assinado ata homologando sua candidatura. A candidata conseguiu levar avante, mesmo sem o apoio dos dirigentes nacionais. Em razão disso, por conta da verticalização, muitas candidatos foram prejudicados em todo o país. Em Rondônia, o TRE deu posse a Valdivino Tucura, mas desde os primeiros dias de sua posse os que se sentiam com alguma chance de ocupar uma cadeira caso a coligação PRP/PSDB fosse desfeita não perderam tempo e foram à luta. Claro que em razão dessa situação um tanto confusa, cabe recurso ao TSE. Afinal, a candidata do PRP não teve o apoio dos líderes do partido. Entretanto, o próprio TSE deu ganho de causa a Ana Maria Gurgel e a manteve candidata durante todo o processo. Então, o jeito é esperar para ver no que dá. Uma coisa é certa: o Valdivino Tucura foi prejudicado em razão da irresponsabilidade dos dirigentes de seu partido que não se preocuparam em avaliar essa questão. Afinal, se sabiam que o partido tinha candidata em nível nacional, ainda que contestada pela direção do partido, deveriam ser precavidos. Eles sabiam no que isso poderia desembocar. O que me parece é que ela teve todo o apoio para lançar-se candidata e depois os caciques, vislumbrando ser mais conveniente não lançar candidato próprio, quiseram tirar o corpo fora. Só se esqueceram de pegar um documento escrito em que a então candidata renunciaria à sua pretensão.

Expedito Júnior, o bode expiatório
Ficou complicada a situação do Senado com a tentativa de manter o senador Expedito Júnior, apesar da decisão do STF de dar posse imediata a Acir Gurgacz. (Felizmente o próprio Expedito retirou o recurso à Mesa e Acir foi empossado). É inadmissível que qualquer órgão do Legislativo ou Executivo deixe de cumprir uma decisão judicial do STF, pois isso representa um golpe contra a própria democracia. Não se trata aqui de dizermos se o senador cassado foi injustiçado ou não. Eu, particularmente como cidadão, não consigo ver razões que embasem a cassação de Expedito Júnior, visto que muitos outros candidatos, igualmente foram denunciados por compra de votos e permanecem até hoje em seus respectivos cargos. Aqui mesmo em Rondônia, especificamente na região de Cacoal e Ministro Andreazza, há relatos de candidatos que foram flagrados pagando lanche para eleitores no dia da eleição, distribuindo combustível ou até entregando quantias em dinheiro. Eu penso que houve injustiça nessa cassação de mandato do senador, uma vez que não se aplicou o princípio da isonomia. Ora, se houve indícios de que o senador cassado Expedito Júnior comprou votos, também os demais denunciados deveriam ter sido cassados. O problema é que a Justiça é mais justa para uns do que para outros. Lamentável dizer isso, mas basta a gente olhar para o caso de Cacoal. Cassaram o Val da Rondonia Veiculos, mas igualmente outros candidatos cometeram os mesmos deslizes durante a campanha e continuam como vereadores. Claro que não são todos, mas se a gente ler o que foi publicado nos sites e jornais de Rondônia a respeito de certos concorrentes à Câmara de Vereadores vamos perceber que outros mereceriam a mesma sorte. Então o que se percebe é que uns têm a sorte de conseguir tornar as provas menos claras. Outros, talvez por inexperiência, acabam como bodes expiatórios. Mas, enfim, pelo menos alguns foram cassados e talvez isso sirva para inibir os demais candidatos e, com isso, as futuras gerações terão eleições mais justas e equilibradas. O sonho de todo brasileiro que lute pela democracia é ver eleições limpas e com candidatos disputando o pleito em condições de igualdade. O certo é que eleitor precisa escolher de forma mais consciente os seus candidatos e não olhar apenas as supostas conveniências.

Não será fácil a situação de Acir
O grande problema é que, invariavelmente, todas as posses que ocorrem após a cassação de algum político são bastante problemáticas. Como a Legislação não impede que candidatos considerados "fichas sujas" possam disputar as eleições, muita gente é eleita mesmo tendo vários processos na justiça. Não estou lançando dúvidas sobre a conduta de Acir. O que a gente sabe é que ele tem muitos processos na justiça. Alguns, claro, são apenas implicância de seus adversários. Não dá para acreditar que os 200 processos citados pela Folha de São Paulo realmente resultem em alguma condenação Aliás, o próprio Acir justifica que boa parte desses processos são trabalhistas em decorrência dele ter uma empresa de ônibus. Além disso, quem tem muitos adversários políticos, como ele, sempre vão ser alvo de muitos processos. O que se espera é que o Judiciário acelere o julgamento desses processos e o povo de Rondônia possa, enfim, saber se ele pode ou não continuar nos representando no Senado Federal. Todos nós queremos que nossos representantes sejam pessoas íntegras, merecedoras não apenas de nosso voto, mas também de nossa confiança. Ter muitos processos na justiça não é problema, desde que, ao final da apuração, fique provado a inocência do denunciado. Agora o que não podemos aceitar é que o Congresso Nacional continue com essa imagem desgastada. O que se espera é que, no futuro, os nossos legisladores criem mecanismos para barrar os realmente fichas sujas. Acredito que os condenados em segunda instância já deveriam ser impedidos de lançar-se candidatos. Depois, provando a inocência, teriam os seus direitos restabelecidos. O senador empossado disse, inclusive, que se depender dele, um projeto de lei barrando os fichas sujas será aprovado pelo Congresso Nacional.




quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Polícia Militar encontra assaltante morto no distrito de Bom Jesus

Policiais Militares lotados na 1ª Companhia Independente de Policiamento Ostensivo em Jaru, encontraram nesta quarta, 4, por volta das 18h30, na Avenida Amazonas, Centro, em Bom Jesus, Distrito de Jaru, o cadáver de um elemento que havia acabado de praticar dois roubos naquele Distrito.

Conforme consta no Boletim de Ocorrência Policial, a guarnição comandada pelo PM Elieser, auxiliado pelos policiais militares André e Jaime, atendendo a determinação da Central de Operações, deslocou-se ao Distrito de Bom Jesus, onde segundo informação dois elementos armados com revolver estavam fazendo um “arrastão” nos comércios locais.

Chegando ao local, foi narrado por moradores que após os elementos efetuarem o segundo roubo, foram surpreendidos por populares armados e revoltados com a situação. Na troca de tiros entre eles, um dos acusados tomou rumo ignorado. O outro elemento tentou fugir em uma motocicleta marca Honda, modelo NXR Brós 150cc, cor preta, placa NDQ-3394 Jaru-RO, que havia roubado no Distrito de Colina Verde. Porém não obteve sucesso na fuga, pois perdeu o controle do veículo e chocou-se contra um palanque de cerca, vindo a óbito no local.

Os peritos da Polícia Civil estiveram no local e constataram que o infrator estava com o crânio dilacerado devido ao choque com a cerca, e ainda estava com três perfurações de tiros no corpo. Junto com ao corpo foram encontrados R$ 1.047,00 em espécie, dois pingentes, sendo um coração e um crucifixo, produtos do roubo, além de documentos pessoais, que estão sendo investigados para constatar a verdadeira identidade do agente.

Diante do fato, o infrator que foi a óbito, após ter sido periciado foi liberado para a funerária de plantão para realizar os serviços fúnebres. Os produtos de roubo apreendidos, tão logo identificados, serão restituídos aos legítimos proprietários.

As policias Militar e Civil estão trabalhando para identificar e prender o elemento que empreendeu fuga no matagal.

Elementos perigosos que agiam na região de Ouro Preto do Oeste foram presos pela Polícia Civil e GIC

Elementos considerados de alta periculosidade e que vinham aterrorizando a comunidade de Ouro Preto do Oeste (RO) e região, foram presos neste domingo por policiais civis lotados em Ouro Preto do Oeste, comandados pelo delegado Cristiano Lopes Ferreira e policiais do GIC – Grupo de Investigações e Capturas, comandados pelo delegado Jeremias Mendes. Aderaldo Bernardes Dutra, vulgo Lima (foragido de Machadinho do Oeste), Eron Ferreira Cavalvanti e Leomar Paiva Lopes, acusados de vários crimes já estão na cadeia.

A Polícia informou que Eron Cavalcanti foi preso, no domingo, na cidade de Jaru acusado de ter participado do roubo de uma Joalheria dias antes. No momento da prisão o suspeito tinha jóias e dinheiro roubados. Ele confessou a prática do crime e afirmou que seu comparsa Leomar – que já tinha sido preso – ficou com as demais jóias e não lhe repassou o dinheiro roubado.

Outros presos
No trabalho conjunto, a Polícia prendeu também Ronaldo Ozório da Silva. Ele tinha em seu poder, três parangas de cocaína e R$ 170,00. Foi autuado pela autoridade policial pela prática do tráfico de drogas. Ele foi preso por policiais do SEVIC – Serviço de Investigações e Capturas lotados no município de Urupá, no sábado. Em Mirante da Serra, policiais militares prenderam, também no sábado, Claudevan Dantas Sá. Ele foi autuado por furto.

Já Célio Fernando Freitas, foi preso e autuado pela prática de furto, disparo de arma de fogo e corrupção de menores. Ele é acusado de furtar oito cabeças de gado da fazenda de seu irmão. A Polícia foi acionada e quando chegou, Célio efetuou disparos de arma de fogo contra uma guarnição da Polícia Militar, tendo os policiais revidado os disparos e posteriormente efetuaram a prisão de Célio. Junto com ele estava um adolescente que ajudou a praticar o furto.

Foragido
De acordo com a Polícia, Aderaldo Fernandes Dutra, vulgo Lima, também preso, era foragido da Cadeia de Machadinho do Oeste, responde pela prática de homicídio e é suspeito da prática de vários delitos em toda região Central do Estado. Além de foragido constava contra ele um Mandado de Prisão. Maria Madalena que é amásia de Aderaldo, foi presa por posse de munição.

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PC – RO – Lenilson Guedes

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