quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Qual é o significado de PT em Cacoal?

Daniel Oliveira da Paixão - Todos sabemos o significado da sigla partidária PT. Mas em Cacoal a pergunta acima parece pertinente. Afinal de contas, aqui parece que o PT não significa Partido dos Trabalhadores. Vou explicar: além de quebrar uma tradição republicana e nacional, que é o horário corrido (comum inclusive em Porto Velho onde o prefeito é do PT), a prefeitura de Cacoal, segundo denúncias enviadas aos montões para a nossa redação, retirou dos trabalhadores públicos uma série de benefícios e reduziu dramaticamente a qualidade de vida desses pais de família. Claro que o prefeito tem o direito de fiscalizar e dispensar quem não trabalha realmente. Não estou me referindo a privilégios indevidos, mas as gratificações que vários trabalhadores faziam jus. O pior é que a maioria absoluta dos servidores públicos votaram no então candidato do PT, Francesco Vialetto e agora estão se sentindo frustrados. Mesmo quem não votou, como eu, está igualmente surpreso com essa situação. Afinal, esperava-se que o PT teria como principal meta honrar o que significa a sigla e teria como política principal o compromisso de valorizar o funcionalismo público, os operários, comerciários e todos aqueles que trabalham para garantir o sustento de suas famílias. O que eu vejo no PT de Cacoal - e essa é uma opinião própria - é um interesse desmedido em agradar um grupo pequeno de falsos moralistas, que acham que romper tradições é inovar. Caramba, de que adianta duas horas a mais se o cidadão tem que ir em casa, almoçar e voltar. Até que se reorganize tudo de novo, lá se foram vários minutos. Enfim, não vale a pena. Essa mudança não traz benefícios nenhum a sociedade cacoalense. Apenas atende aos interesses mesquinhos daqueles revanchistas que acham que é necessário mudar o curso de qualquer caminho. Tenham certeza de que esse mesmo pessoal que mudou de horário corrido para carga horária dupla teria mudado para horário corrido se a situação fosse o contrário. Ou seja, mudariam as coisas pelo simples desejo de mudanças a qualquer custo.

Despejo
Semana passada houve despejo de uma família em Cacoal e não demorou para aparecer alguns vereadores para acompanhar o episódio. Qualquer ação de despejo causa uma certa indignação de quem vê o sofrimento principalmente de crianças inocentes. Não é nada fácil vermos as pessoas desesperadas sem ter para onde ir. Mais difícil ainda é sabermos que muitas mazelas poderiam ser superadas se tivéssemos um estado mais presente e menos paternalista. Eu sou a favor de oportunidades de trabalho para que as famílias possam ter o suficiente para se alimentar e comprar sua casa, por mais simples que seja. O que não concordo, em hipótese alguma, são com as invasões, principalmente aquelas que são incentivadas por políticos que querem aparecer a qualquer custo em troca de votos. Quero externar o meu voto de solidariedade a essa família, que de uma hora para outra se viu em situação desesperadora, mas entendo também que as invasões não poderiam ser toleradas em hipótese alguma. Aqueles que realmente não têm onde morar e não têm emprego deveriam recorrer ao Poder Público e reivindicar um abrigo temporário ou algo parecido, mas a invasão de imóveis públicos ou privados não deveria ser tolerada de forma alguma. Muita gente humilde passa dificuldades, mas paga aluguel e vai sobrevivendo com dignidade. Então, se essas pessoas, mesmo com dificuldades pagam um aluguel mensal, por que outros se sentem no direito de invadir terras públicas ou privadas? Moradia digna é um direito de todos, é verdade. Mas é um direito que deve ser conquistado com trabalho e muito empenho. Em vez de invasões, as pessoas que se sentem sem condições de pagar aluguel ou comprar sua moradia, devem se mobilizar e cobrar ações do poder público.

Parasitas dos desafortunados
Infelizmente alguns políticos vivem do sacrifício dos desafortunados. Não podem ver uma invasão que vão lá prestar solidariedade, desde que o terreno invadido não seja o de sua família. É bacana a gente prestar solidariedade, mas de forma efetiva e não apenas com palavras. A solidariedade vazia, desprovida de ação, não mata a fome do faminto, não mitiga a dor do doente, não aquece aquele que padece de frio por não ter agasalho. É muito importante que no momento de ações de despejo aqueles que vão prestar solidariedade às famílias despojadas de sua moradia também levem agasalhos, comida e, se possível, ofereçam um abrigo provisório àqueles que estão sofrendo, mesmo que a ação de despejo seja um direito legítimo de quem teve o seu imóvel ou terreno invadido por terceiros. O homem moderno lida o tempo todo com muitas contradições e interesses complexos. De um lado estão aqueles que, por dificuldades em arranjar um emprego, não conseguem realizar o sonho da casa própria e de outro lado está a Justiça que deve garantir o legítimo direito à propriedade, seja ela pertencente a particular, a uma corporação ou ao poder público. No caso da invasão em Cacoal e consequente ação de despejo resultou no protesto de alguns vereadores que cobraram do Prefeito e Secretária Municipal de Ação Social e Trabalho que ambos estivessem presentes no momento em que o mandado judicial era concretizado. Embora solidário com o sofrimento dessa família, eu penso que a presença do prefeito e secretários ligados a ação social e defesa civil só faria sentido antes. Não me parece de bom tom que uma autoridade pública vá a um local onde o despejo é baseado em ação do poder judiciário. Afinal de contas, as decisões do Poder Judiciário só podem ser contestadas por meios legais e no fórum apropriado. Não se pode afrontar a justiça e desautorizá-la perante a sociedade. As leis devem ser respeitadas e as mudanças só podem ser feitas através de decisões legislativas ou judiciárias. Nunca no grito. É a minha opinião. Não concordo com aqueles políticos que vivem com parasitas dos desafortunados para obter votos.

Fora Sarney
O povo brasileiro realmente está com um poder de indignação muito abaixo da média. O Movimento Fora Sarney não surtiu o efeito esperado por conta de uns poucos gatos pingados que se despuseram a colocar a cara a tapa. É uma vergonha o que está acontecendo no Congresso Nacional. É lamentável que políticos peçam o nosso voto e digam que vão atuar em defesa da ética e da moralidade e depois de eleitos fecham os olhos à corrupção. Não importa qual seja o peso da história de José Sarney e sim os seus atos. O fato dele ter sido ex-presidente da República não lhe dá o direito de agir de forma leviana em defesa de interesses próprios. As denúncias apontam fortes indícios de corrupção ativa e passiva do hoje senador e presidente do Senado. É claro que o fato dele ser acusado não significa que ele seja culpado, mas as ações necessitavam de julgamento. Sem investigação, sem o devido processo legal, violou-se o direito dos cidadãos que votam e querem ter a certeza de que seus representantes respeitam os interesses públicos e não estão usando do cargo para benefício próprio ou de familiares e amigos próximos. Agora que o Congresso Nacional mostrou a sua inoperância, sua vilania e falta de ética, tomara que pelo menos o povo saiba responder à altura quando for chamado ao veredicto final, na hora do voto. Se o parlamento eximiu-se de sua responsabilidade constitucional de julgar os atos incomuns de gente como Sarney e tantos outros, compete a nós, eleitores, darmos a palavra final nas próximas eleições. Temos de saber avaliar um a um dos 81 senadores e as centenas de deputados federais que representam os quase 200 milhões de brasileiros.

Expedito diz que Funai quer criar reserva contra a vontade dos índios

O senador Expedito Júnior (PR-RO) disse nesta terça-feira (25) que a Fundação Nacional do Índio (Funai) pretende criar uma nova reserva indígena para a etnia Uruborã, em Rondônia, que os próprios índios não querem. Segundo ele, os índios recusam novas reservas porque a Funai não lhes dá condições de cuidar sequer das terras que já possuem. Além disso, cerca de duas mil famílias de agricultores teriam que ser removidas da região.

Expedito informou que na semana passada foi realizada uma audiência pública no município de Seringueiras para estudar essa proposta da Funai de criar mais uma reserva indígena dentro de áreas já demarcadas pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). Ele disse que o chefe do Incra de Ji Paraná, Luiz Esteves, revelou que essas áreas estão demarcadas e ocupadas por agricultores desde a década de 1980.

- Eu ouvi atentamente o índio Tanadi, que representa a etnia Miguelenos. Ele participou da audiência pública e fez um relato que deixou todo mundo de boca aberta. Ele disse que os índios não querem mais terras, que não querem brigar com os brancos e que isso não passa de idéia do presidente da Funai e de algumas organizações não governamentais - relatou.

Expedito lembrou que um projeto de lei do senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR) está pronto para ser votado na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), para que o Senado Federal seja ouvido antes da criação de quaisquer novas reservas.

O senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA) disse, em aparte, que no Pará foi criada, há cerca de um ano, a reserva indígena de Apitereua. A área total seria de 750 mil hectares para 142 índios, mas houve uma negociação para que os índios ficassem com 550 mil hectares e 200 mil hectares seriam apartados para atender as 3 mil famílias de agricultores que foram assentadas naquela região pelo Incra.

- No ano passado, no Dia do Índio, 19 de abril, contra todos os entendimentos que havia, a reserva de Apitereua foi homologada pelo presidente [Lula]. Eu também tenho um projeto [de lei] na mesma linha do senador Mozarildo. Não podemos mais deixar que reservas de qualquer tipo sejam criadas por decreto - afirmou.

Da Redação / Agência Senado
(Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Governo entrega ferramental completo para equipar oficina da Regional de Jaru

O Governo do Estado de Rondônia realizou na manhã desta sexta-feira (21) a entrega de todo o ferramental para equipar a oficina mecânica da Secretaria Regional de Jaru. O barracão onde funcionará a oficina, medindo 6x48 metros já estava pronto há alguns dias e um mecânico e um ajudante já haviam sido contratados, que agora poderão atender com toda a estrutura necessária as 155 viaturas oficiais do Governo que pertence à área de abrangência da Regional de Jaru.

Os equipamentos foram recebidos pelo secretário Regional, Sílvio Pereira e pela assessora Especial, Carmem Gon. Chegaram para equipar a oficina mecânica elevador de veículos, guincho (Girafa), prensa e macacos hidráulicos, morsa, compressor de ar, carregadores de baterias, alinhador de faróis, engraxadeira, sistema de injeção e jogos de ferramentas.

“A SER-3 agora está completa, uma vez que já conta com a oficina mecânica, a exemplo de todas as outras regionais que já contavam com o serviço”, declarou Sílvio Pereira, elogiando o empenho do governador Ivo Cassol em equipar as secretarias, proporcionando um melhor e mais rápido atendimento aos veículos oficiais, com menor custo.

Decom/Jaru – Flávio Afonso

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Preso em Jaru foragido da Colônia Penal de Porto Velho

Policiais Militares lotados na 1ª Companhia Independente de Policiamento Ostensivo em Jaru, prenderam na madrugada desta segunda-feira, na Rua Paraná, nº 2355, Setor 04, em Jaru, o foragido da Justiça Gilberto Brígido da Silva, 24 anos, pois havia em seu desfavor um Mandado de Prisão expedido pela Vara Criminal da Comarca de Porto Velho-RO.

Conforme consta no Boletim de Ocorrência Policial, a guarnição de serviço comandada pelo PM Dourado, auxiliado pelos policiais militares Valdir e Tostes, ao atender uma ocorrência de conduta inconveniente e realizar uma consulta nominal em nome de Gilberto Brígido da Silva, 24 anos, foi constatado que havia um Mandado de Prisão em aberto. O agente era foragido da Colônia Penal Agrícola, da Comarca de Porto Velho/RO, desde o dia 24/10/2008.

Diante do fato, o agente recebeu voz de prisão e após ter sido conduzido ao hospital municipal para exame de corpo de delito, foi entregue na Casa de Detenção de Jaru, onde aguardará preso o pronunciamento da justiça.
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